sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dois nubentes


Dois nubentes.
Dois nubentes.

Assistindo eu, por casualidade,
Um parzinho feliz a se casar,
E vendo toda aquela felicidade,
Naqueles dois rostos se estampar.

Não sei por que, senti derrepente,
Um desejo tão grande de chorar.
Tanta ventura e alegria presente,
Que naquele destino temi agourar.

E depois do ato já consumado,
Findos os beijos e apertos de mão,
Seguiram bem juntos, lado a lado,
Movidos pela nave feliz da paixão.

Os meus olhos os acompanhavam,
Lacrimejando por ver tanta emoção,
Roguei por eles que tanto se amavam,
Dois nubentes unidos num só coração.

Que neste mundo cruel da desventura,
Suas vidas fossem vividas com devoção.
Os dois cultivassem amor, paz e ternura,
E que deles, ficasse bem longe a desilusã

Jose Aparecido Botacini

Sem a pressão do tempo


Correndo daqui, correndo de lá
sendo que de tudo a consciência cobra
não é querência, é necessidade
Mas um dia chegam os intervalos e recessos,
sem a obrigação dos afazeres cotidianos:
então há tempo pra se doar e pra se encontrar
se repensar em tudo que o coração deseja
no seu estado mais puro, mais bruto
sem vaidades, sem orgulho ou decepção alguma
dominando o pensamento, corpo e alma,
influênciando o mover de cada segundo
Sem a pressão do tempo, do dinheiro e das gentes
mas somente o querer daquela criatura primitiva
que não fazia mais nada além de sonhar,
ela ainda existe aqui dentro, alhures ...

Elisa Maria Gasparini Torres

Sem a pressão do tempo


Correndo daqui, correndo de lá
sendo que de tudo a consciência cobra
não é querência, é necessidade
Mas um dia chegam os intervalos e recessos,
sem a obrigação dos afazeres cotidianos:
então há tempo pra se doar e pra se encontrar
se repensar em tudo que o coração deseja
no seu estado mais puro, mais bruto
sem vaidades, sem orgulho ou decepção alguma
dominando o pensamento, corpo e alma,
influênciando o mover de cada segundo
Sem a pressão do tempo, do dinheiro e das gentes
mas somente o querer daquela criatura primitiva
que não fazia mais nada além de sonhar,
ela ainda existe aqui dentro, alhures ...

Elisa Maria Gasparini Torres

Nada cai do céu


Nada cai do céu

Existem vários fatores na vida
Que deixam uma pessoa feliz
Viver sem ter nenhuma divida
Ter uma família que seja a raiz

Para conquistar essa felicidade
Um bom começo seria alcançar
Trabalho que lhe dê dignidade
E dinheiro suficiente para sonhar

Viver a vida se fazendo de vítima
Achando que as coisas caem do céu
São fatores de quem não dá à mínima

Isso é atitude de quem quer ser réu
E mostra que viver seja uma lástima
Pessoas assim acabam jogadas ao léu.



Lucélia Lima

Quem ama não trai

Você vive cruzando meu caminho
Até parece uma dócil erva daninha
Consumindo minha vida feito espinho
Insistente não quer me deixar sozinha

Quero alcançar limites e novas fronteiras
Poder voar sem ter destino para pousar
Em novas terras não ouvirei tuas mentiras
Aquelas que você diz para me enganar

Você não teve nenhuma consideração
Por quem sempre esteve ao seu lado
Vive dizendo que nunca houve traição

Que é feliz e totalmente apaixonado
Mas o que você fala é pura ficção
Pois nunca soube o quanto foi amado

Lucélia Lima



SONHO DE CRIANÇA
Teresa Cordioli

Quando eu era pequenina,
Nunca vi o PAPAI Noel,
Como vêem as criancinhas
Que nascem viradas para o céu...

Meu pai sempre dizia:
- “Filha, ele é um “bom velhinho”
De nenhuma criança ele se esquece,
O mais provável é ele ter “errado” o caminho...

Sua voz era límpida e calma,
Transmitia paz a todos que o ouviam,
Seu olhar desnudava minh’alma
Com tanto amor a todos convencia...

Eu, inocente chorava
Com pena do pobrezinho
Que o visualiza caminhando pelas noites
Na escuridão, tão sozinho...

A Deus até fiz uma prece
Que em minha janela não chegasse
Para que nunca soubesse
Que eu andava descalça..

Dia 15 de novembro fiz sete anos,
Ganhei meu primeiro sapatinho,
Toda feliz sai saltando,
Mostrando para os vizinhos.

Em seguida foi o Natal
Pensei: Papai Noel já pode chegar
Não vou decepcioná-lo
O sapatinho ele vai encontrar...

Na janela coloquei tudo que tinha:
Sapato, capim para as renas,
Água para o bom velhinho,
E em meu coração, um sonho de criança,
O de ganhar o primeiro presentinho...

Logo de manhã bem cedo,
Correndo fui abrir a janela
No coração, esperança e medo,
De se formar mais uma seqüela.

Vazio encontrei o sapatinho,
O capim, a rena comeu,
No lugar do presente, um bilhetinho
Que dizia:
... Você não percebeu?
O presente dormiu do teu ladinho...


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Foi minha primeira e única boneca, que guardo até hoje...

O difícil foi entender: Se ele não usou o sapatinho para colocar

o presente, se o sapatinho não lhe fazia falta, se não era ele o problema,

por que até então, ele só encontrava a casa sede da fazenda,

(a 30 metros da minha) onde moravam as filhas dos fazendeiros?...

Preocupo-me porque sei que ainda hoje existem muitos endereços

não localizados pelo PAPAI NOEL...

Teresa Cordioli

Íntimo e Pessoal


Íntimo e pessoal
O meu Deus
é um deus artista.
Ao fim da tarde,
espalha as tintas
e pinta um céu matizado...
É um deus enamorado
que presenteia
com rosas
e esparge canções
aos ventos.
O meu Deus
é um deus que dança
com o ritmo dos mares
e faz das conchas colares
para os colos das sereias.
E quando a noite se inicia,
Ele mergulha no silêncio
da imensidão entre os mundos
para sonhar com os versos
plenos de delicadeza
que levarão a beleza
aos portais do novo dia.

Cio Nascimento

Vida



Vida, estranha viagem,
são corredores de luz.
Uns são infinitos, outros são becos.
Uns eternos, outros efêmeros.

Vida, mandala de destinos.
Um corpo pesado
ou um ser alado.
Cavalo indomado de cada um.

Vida, e as incontáveis estrelas
iluminando o relevo urbano.
São mãos que fazem,
são espíritos que sonham.

É o coração vermelho de cada um
buscando a sua perdida liberdade


Gilberto Brandão Marcon

A moça dos sonhos



A MOÇA DOS SONHOS

Eu sou a moça dos sonhos doces.
Que enfeita suas noites e adoça sua boca.
Sou a fantasia misteriosa que o faz feliz.

Minhas palavras têm o segredo do beijo.
Meus desejos são os seus e os meus.
Sou a concordância do verbo querer.

Sou a tempestade da sua calmaria.
A paz que desejou ter em dias frios.
A lua que enfeitiça teu prazer.

Alimento do seu sorriso gelado.
Sua filosofia enriquecida pelo sol.
Visão enigmática que atravessa o vento.

Encanto profano, miragem insana.
Uma cigana perfeita que te ilumina.
Que dança sensualmente para seu deleite.

Sou o anjo na forma de um querubim.
Parceira das horas solitárias e triste
Intervenção das noites perdidas.

A moça que vela por teu sono.
Que o faz sentir infinitamente bem.
Sou sua esperança nesses versos.

O perfume que exala dos seus sentidos
Sou holograma que deita na sua cama.
Que te chama para cuidar do seu sonho.

Sou a moça dos sonhos que você sonhou.
A estrela que guiou seu caminho por ai.
O sol que te aqueceu nas noites perdidas.

Apenas sou aquela moça que queria ter.
Aquela que joga a rede para te alcançar.
Sou a doçura do seu sorriso e o seu mar.

Soraia

Ciganita

segunda-feira, 19 de julho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010